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Matheus, Natália, Pedro, Robrigo, Sara, Tamires e Thamires. Alunos do 2ª Ano do Ensino Médio do Colégio Serrano Guardia.

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Sobre o Blog

Blog criado para o trabalho de Biologia com o tema "Doenças do Sistema Digestório" a pedido do Professor João Neto

 

Conclusão Final 

 

Eu conclui que o sistema digestório é responsável pela função de absorção e transporte de todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento do corpo humano e para seu metabolismo. Também tem importante papel na eliminação de significativa parcela das impurezas do organismo. O funcionamento regular do sistema pede o funcionamento conjunto de todos os órgãos e partes digestivas. Essas são algumas anomalias que o sistema digestorio tem;
Infecções Intestinais: causadas por contaminado por vírus ou bactérias. Diarréia: também bastante comum, pode ser causada pela ingestão de alimento deteriorado, por nervosismo, alergia. Pancreatite: o pâncreas funciona anormalmente e retém suco pancreático, atacando as células. O resultado pode ser uma inflamação do pâncreas (a pancreatite), muitas vezes fatal. etc. Câncer de colo intestinal: Nos países desenvolvidos, esse é um dos casos mais comuns de câncer. Distúrbios hepáticos: Comuns e preocupantes, pela conseqüência dolorosa. Úlceras Pépticas: são feridas causadas peça ação dos sucos gástricos na parede do tudo digestório. As pedras na vesícula, por exemplo, é uma doença deste tipo.

 Matheus Rodrigues, nº25

 

  

 

Como nosso grupo ficou com o tema “Doenças do sistema Digestório” vou falar sobre a digestão em primeiro lugar, que se inicia ainda pela boca quando o alimento mistura-se a saliva. Após engolido segue em direção ao estômago, e neste, tem acesso ao suco gástrico que transforma tudo aquilo que comemos em um tipo de bolo. O sistema digestório do ser humano é formado pelos seguintes componentes: Boca, faringe, esôfago, estômago, duodeno, intestino delgado, intestino grosso e ânus. Uma das principais doenças do sistema digestório é a faringe que  nada mais é que uma inflamação também conhecida como dor de garganta e existe dois tipos de faringe a viral e a bacteriana. O refluxo gastroesofágico é o retorno do conteúdo do estômago como suco gástrico e alimentos para o esôfago e o tratamento é feito através de remédios. Cirrose é o resultado de diversas doenças crônica do fígado. Apesar da crença popular de que cirrose hepática é uma doença de alcoólatras todas as doenças que levam a inflamação crônica do fígado podem desenvolvê-la, o único tratamento eficaz é o transplante de fígado. A hemorróida é a dilatação das artérias e veias na região do reto. Existem dois tipos de hemorróinda, a hemorroida interna e hemorroida externa, o tratamento cirúrgico retira os mamilos hemorroidários. Diverticulite é uma inflamação que acontece na maioria das vezes no final do intestino grosso, o principal sintoma é a dor abdominal e diarréia. Doença de Crohn é um conjunto de doenças inflamatórias intestinais. Na maioria dos há inflamação do intestino delgado, o intestino grosso pode estar envolvido, junto ou separadamente. Como não há cura, o objetivo do tratamento é o controle dos sintomas. E o ultimo mais não menos importante e o câncer de estomago que é um tumor maligno no estômago. Não há sintomas específicos, e o tratamento é a retirada da parte do estômago afetada pelo câncer ou de todo o estômago.

Natália Késia, nº 27

 

 

 

Mediante os fatos expostos, podemos concluir que existem várias maneiras de adquirir tais doenças. A faringite, por exemplo, é através de vírus e combatemos com antibióticos. O Refluxo Gastresofágico podemos combater com cirurgia, já a cirrose, por ser uma doença crônica a cura eficaz e o transplante do fígado. O câncer de estômago pode ser causado por fumo e má alimentação e é tratado com o processo de quimioterapia. A doença de crohn nota-se que os casos maiores são em fumantes, então conclui que o melhor é não fumar. A diverticulite e a hemorróidas, o tratamento é cirúrgico. Em vista disso, pode-se concluir que podemos evitar tais doenças tomando algumas precauções como: não fumar, ter uma boa higiene e uma boa alimentação.

Pedro Evangelista, nº29

 

 

 

Com este trabalho, adquiri muitos conhecimentos, que quando ocorrer vou saber identificar os sintomas e assim procurar um médico para o tratamento. Porque quanto mais rápido o problema for diagnosticado há mais chances de recuperação. O que comemos é fundamental para evitar doenças no sistema digestivo, como exemplo o câncer, um tumor maligno que pode causar a morte. Uma das causas dessa doença, é a alimentação inadequada, ou seja, se cuidarmos da nossa alimentação vai ser fundamental para prevenirmos doenças no nosso sistema digestivo que é muito complexo, se um órgão for prejudicado vai acabar afetando outros e assim pode acarretar em vários problemas, temos a doença de Crohn como exemplo, que é um conjunto de doenças inflamatórias intestinais. Sabemos também que o fumo e o álcool, são grandes responsáveis por essas doenças, como a cirrose que é causada por doenças crônicas no fígado. Cuidar da saúde , é fundamental para seguirmos uma vida com menos problemas.

Rodrigo Baleeiro, nº31

 

 

 

Diante do que foi dito, pode-se concluir que o Sistema Digestório é uma máquina complexa, cujo o seu funcionamento é importante para a manutenção da vida. Ao qual é composto por um grande tubo por onde passam os alimentos. Este tubo é composto pela boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado e grosso, reto e ânus. Para auxiliar a digestão destes alimentos, existem outros órgãos como o fígado, a vesícula biliar e o pâncreas. Desta forma, o sistema digestivo pode ser acometido por diversas doenças, que podem ser benignas ou malignas, agudas ou crônicas, e simples ou complexas. Muitas pessoas são ignorantes a causas e sintomas de doenças digestivas. Sintomas que podem ser tão simples, quando se apresentam frequentemente e intensamente é o sinal do organismo que o indivíduo pode estar desenvolvendo alguma doença. Um exemplo, é a faringite, uma doença considerada banal, porém pode apresentar mais que uma simples dor de garganta, pois pode ocorrer em doenças sexualmente transmissíveis, que é o caso da gonorréia, ao qual pode ser trasmitida por qualquer orifício do corpo, como a faringe. Por isso, uma das vantagens oferecidas e que considero a mais importante nesse trabalho foi o conhecimento que tive a respeito de doenças digestivas. Diante disso, a melhor prevenção é estar sempre atento a nossa saúde. Que, mesmo não terminando em conseqüências tão sérias, as doenças reduz muito a qualidade de vida do ser humano. Por isso, sempre devemos ter hábitos saudáveis com nossa alimentação, uma dieta adequada, evitar a excessiva ingestão de álcool e não fumar, resultando numa melhoria da nossa qualidade de vida.

Sara Almeida, nº33

 

 

 

Com o decorrer da pesquisa e a apresentação realizada pude concluir sobre as mais principais doenças desse tipo.
Qualquer um esta sujeito a ser contaminado por varias delas. Algumas delas podem ser atravez da nossa propria alimentação como o Cancer de Estomago, Hemorróidas. Já outras pelo consumo do Álcool e Fumo como a doença de Crohn, Cirrose.
Mas todas elas tem tratamento, alguns por medicamentos e até mesmo por dietas controladas. E em outros casos em que a doença se agravar o caso é a cirurgia.
Temos que tomar cuidado tambem com as doenças sexuais pois elas tambem nos trazem risco de sermos contaminados a terriveis doenças.
Em geral a prevençao e o tratamento a todas elas são irrecusavel pois adolescentes, idosos ou até mesmo crianças estão sujeitos a essas contaminações. 

Tamires Neves, nº35

 

 

 

Ao realizar este trabalho pude concluir que nosso sistema digestório é formado pelo tubo digestivo e suas glândulas anexas e tem como função retirar dos alimentos ingeridos os nutriente necessários para o desenvolvimento e a manutenção do organismo. Esse tubo é formado por: Boca, Faringe, Esôfago, Estômago, Intestino delgado, Intestino grosso e Ânus. E as glâdulas anexas são formadas por : Glândulas salivais, Pâncreas e Fígado.E por isso eles podem ser afetados por algumas doenças, entre as quais, a faringite que é a inflamação na faringe, também conhecida como dor de garganta, ela pode ser viral (quando é causada por vírus) e bacteriana (quando é causada por bactérias) e pode ser também por DST’s (doenças sexualmente transmissiveis); os tratamentos são feitos com antibióticos (bacteriana) e com penicilina (viral).O refluxo gastroesofágico é o retorno do conteúdo do estomago para o esofago, a sua causa mais comum é a indigestão e o seu tratamento é feito através de medicamentos que inibem o ácido e em casos mais graves cirurgia via video – laparoscópica. A cirrose hepatica é o resultado de diversas doenças crônicas do figado, muitos acham que que a cirrose é uma doença apenas de alcoolátras, mas na verdade todas as doenças que levam a inflamação crônica pode desenvolve – lá; o único tratamento eficaz é o transplante de figado. O câncer de estômago é um tumor maligno causado no estomago, a sua causa pode ser por doenças anteriores ou associadas, infecções, histórico familiar, fumo e alimentação ;o tratamento pode ser de duas formas pode ser por cirurgia que consiste em tirar parte do estômago onde está localizado o câncer ou a retirada de todo estomago, essa cirurgia é chamada de gastrectomia e também por radio e quimioterapia que é feito em casos mais graves para a diminuição do tumor.A doença de Crohn é um conjunto de doenças inflamatórias intestinais, ela tem esse nome por causa do médico que a descobriu, não se sabe a causa dessa doença mas nota – se que há uma probabilidade de te – lá pessoas que fumam.Não existe um tratamento especifico para essa doença, ela vai sendo tratada conforme os sintomas vão aparecendo.A diverticulite é uma inflamação que acontece, na maioria das vezes, no final do intestino grosso, pouco antes do reto; não se sabe ao certo porque eles aparecem, mas acredita-se que sua origem pode estar relacionada ao aumento da pressão interior do intestino, por conta de uma dieta com poucas fibras;o tratamento deve ser feito por meio de dietas ricas em fibras e remédios que umedecem e aumentam o volume das fezes, diminuindo o esforço para evacuar.Os hemorróidas é a dilatação das veias, e são classificadas de duas formas : externas (quando ocorrem no ânus ou no final do canal anal) ou internas (quando ocorrem no reto). Seus fatores de risco são: prisão de ventre, esforço para evacuar, obesidade, diarreia crônica, prender as fezes com frequência, dieta pobre em fibras, gravidez, sexo anal, histórico familiar de hemorroidas, tabagismo, cirrose,hipertensão portal e ficar longos períodos sentados no vaso sanitário.

Thamires Oliveira, nº38

 

 




 

Faringite

A faringite é uma inflamação da faringe (área da garganta que está situada entre as amígdalas e a laringe). A doença pode tanto ser o primeiro sintoma de um simples resfriado quanto de um problema mais grave, como uma virose chamada mononucleose, muito comum em crianças.

A faringite pode ocorrer em infecções virais (resfriado comum, gripe e mononucleose infecciosa) e em infecções bacterianas (faringite estreptocócica) e por doenças sexualmente transmissíveis (blenorragia, gonorréia, etc).

Faringite Viral

Usualmente, não há secreção purulenta na garganta, febre baixa ou ausência de febre, contagem de leucócitos normal ou discretamente elevada, linfonodos normais ou discretamente aumentados, exame do swab da garganta negativo, ausência de crescimento de bactérias na cultura laboratorial.

Faringite Bacteriana

Secreção purulenta na garganta muito comum, febre leve a moderada, contagem de leucócitos no sangue discreta a moderadamente elevada, linfonodos discretamente a moderadamente aumentados, exame do swab da garganta positivo para a faringite estreptocócica, crescimento bacteriano na cultura laboratorial.

 

Causas

A doença é causada pela ação de vírus e/ou bactérias, e pode ser indicador de um simples resfriado ou de doenças mais graves como a escarlatina ou mononucleos. No caso da infecção causada por vírus os mais encontrados são: rinovírus, adenovírus e coronavírus. Quando a infecção é causada por bactérias as mais encontradas são: o pneumococo beta-hemolítico, o estreptococo, o mycoplasma peneumoniae, o staphilococcus aureus e o haemophilus influenzae. O tabagismo, o consumo excessivo de álcool, o contato com vapores químicos ou o consumo de bebidas quentes também podem desencadear uma faringite.

O contágio acontece através secreções eliminadas por via oral como quando a pessoa infectada espirra, tosse ou fala, por isso, é comum o contágio entre pessoas que habitam o mesmo local e pessoas que trabalham no mesmo lugar.

 

Sintomas

Os sintomas característicos da doença são:

- Irritação na garganta;

- Febre;

- Pus na garganta; (na bacteriana)

- Dor de ouvido;

- Dificuldade para engolir;

- Presença de catarro amarelado, na garganta e nas vias respiratórias.

Alguns casos também envolvem vômitos e dor de cabeça.

 

Tratamento

Os analgésicos comuns, as pastilhas para a garganta ou o gargarejo com água morna e sal podem aliviar o desconforto da garganta, mas a aspirina não deve ser utilizada em crianças e adolescentes com menos de 18 anos devido ao risco da Síndrome de Reye. Os antibióticos não são úteis quando a infecção é viral, mas podem ser prescritos quando o médico suspeita fortemente que a infecção é de origem bacteriana. Caso contrário, nenhum antibiótico é administrado até os exames laboratoriais confirmarem um diagnóstico de faringite bacteriana. Quando os exames indicam que a faringite é causada por uma infecção estreptocócica (faringite estreptocócica), o médico prescreve a penicilina, normalmente sob a forma de comprimidos, para erradicar a infecção e prevenir complicações como a moléstia reumática (febre reumática). Os indivíduos alérgicos à penicilina devem utilizar a eritromicina ou um outro antibiótico. Pode ocorrer associada a uma sinusite e portanto ambas devem ser tratadas simultaneamente para ser eficaz. Assim como na sinusite, a congestão nasal e a dor de cabeça podem ser parcialmente aliviadas ao limpar o nariz com uma solução salina (água com uma pitada de sal), vendidos em diversos formatos.

 




 

Refluxo Gastroesofágico

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) consiste no refluxo de conteúdo alimentar presente no estômago para o esôfago, normalmente com pH ácido, embora possa ser também de conteúdo biliar, neste caso chamado refluxo alcalino. O refluxo, que contém material ácido, atinge a faringe e até a boca, provocando, tal como na pirose, ardor, queimação, mal estar e em casos extremos a morte.

Refluxo gastroesofágico é o retorno do conteúdo do estômago, como o suco gástrico (ácido) e alimentos, para o esôfago. Quando este refluxo se apresenta de forma intensa e em vários episódios durante o dia, ele é chamado de refluxo gastroesofágico patológico. A doença do refluxo gastroesofágico ocorre devido ao funcionamento precário dos mecanismos anti-refluxo.
O refluxo gastroesofágico apresenta uma grande incidência na população, corresponde a 75% das doenças do esôfago.

 

Causas

O esôfago do adulto é um canal de 35 a 40 cm, que liga a boca ao estômago. Ele é elástico e na espessura de sua parede contém camadas musculares recobertas internamente por uma delicada pele com o nome de mucosa, parecida com o revestimento da boca. O início do esôfago fixa-se na parte inferior da garganta, desce pelo mediastino e cruza o diafragma através de um orifício chamado hiato, poucos centímetros antes de se abrir no estômago. O mediastino é a região entre os dois pulmões e o diafragma; é uma calota muscular que divide o tórax do abdome. O esôfago tem ligamentos para prendê-lo junto ao hiato diafragmático e que contribuem para formar um tipo de válvula de retenção para impedir o refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago.

Quando o esôfago desliza para cima mais que 2 a 3 cm., traciona o estômago e ambas as estruturas se deslocam para o tórax. Decorre dessa alteração anatômica a Hérnia Hiatal que, por sua vez, prejudica a válvula anti-refluxo. Quando o conteúdo do estômago, em geral muito ácido, atinge a mucosa esofágica, este tecido reage - inflama - originando a Esofagite de Refluxo.

 

Sintomas

O sintoma mais comum é a azia (sensação de queimor retroesternal e epigástrica, que pode subir até à garganta) e sensação de regurgitação. Entretanto, a ocorrência eventual de pirose não significa caso da doença, embora sua ocorrência em períodos relativamente curtos seja indicativo de seu desenvolvimento. Pode ocorrer também dor no precórdio, em queimação, simulando uma dor cardíaca, problemas respiratórios (asma, broncopneumonia) ou do orofaringe (tosse, pigarro ou rouquidão). Os sintomas de pirose e dor podem ser aliviados com a ingestão de antiácidos no entanto um modo rápido de identificar a origem da dor no peito (se cardíaca ou gastro-intestinal) é ingerindo alguns goles de leite sem açúcar. Os fatores predisponentes mais comuns são a presença de hérnia do hiato esofágico, obesidade e tabagismo, entre outros. A presença de bile refluída do duodeno parece ter muita importância em um tipo mais grave de DRGE, chamado de Esôfago de Barrett. Este tipo está intimamente ligado ao câncer do esôfago. Dificuldade para engolir e dor torácica crônica, e ainda pode incluir tosse, rouquidão, alteração na voz, dor crônica no ouvido, dores agudas (pontadas) no tórax, náusea ou sinusite.

 

Tratamento

Em geral, o tratamento é clínico, com medidas educativas associadas aos medicamentos. A vídeo-laparoscopia vem facilitando o método cirúrgico, aplicado a casos selecionados, com resultados muito bons.

Além de combater a obesidade, é importante evitar grandes volumes às refeições e de deitar nas primeiras duas horas seguintes. Algumas pessoas beneficiam-se de dormir numa cama elevada pelos pés da cabeceira, em 20 a 25 cm. Outras, não se adaptam à posição: incham os pés, doem as costas, etc. Há controvérsias sobre restrição de diversos alimentos, particularmente, cítricos, doces e gordurosos. Ajudam no controle dos sintomas, algumas medidas, como: evitar a bebida alcoólica, não deglutir líquidos muito quentes, ingerir um mínimo de líquidos durante ou logo após as refeições, evitar a ingestão de chá preto e café puro com estômago vazio.

Os medicamentos mais usados são os que diminuem o grau da acidez no estômago (os populares antiácidos) e aqueles que inibem a produção de ácido pelas células do estômago ("antiácidos sistêmicos"). Outros remédios de um grupo chamado de pró-cinéticos destinam-se a facilitar o esvaziamento do conteúdo estomacal para o intestino, minimizando a quantidade capaz de refluir para o esôfago.

 




 Cirrose Hepática

A cirrose é, na verdade, o resultado de diversas doenças crônicas do fígado, que levaram a destruição gradual das células com houve formação de cicatrizes.

É uma doença difusa do fígado,que leva a fibrose de todo o órgão(altera as funções das suas células e dos sistemas de canais sanguíneos e biliares). Então há uma redução do tamanho do órgão, suas bordas tornam-se irregulares, a textura torna-se grosseira com o aparecimento de micro ou macronodulos que podem ser áreas de fibrose acentuada,ou regeneração e que de acordo com o fator agressor(álcool ou vírus) podem evoluir para tumores malignos do órgão.

É o resultado de diversos processos, entre os quais, a morte de células do fígado e a produção de um tecido fibroso não funcionante. Isto prejudica toda a estrutura e o trabalho do fígado. É muito importante lembrar que esta doença é difusa, atingindo todo o fígado.

 

Causas

 Apesar da crença popular de que a cirrose hepática é uma doença de alcoólatras, todas as doenças que levam a inflamação crônica do fígado (hepatopatia crônica) podem desenvolver essa patologia:

- Hepatite autoimune

- Lesão hepática induzida por drogas ou toxinas

- Lesão hepática induzida pelo álcool

- Hepatites virais B, C e D

- Doenças metabólicas

    - Deficiência de alfa-1-antitripsina

    - Doença de Wilson

    - Hemocromatose

- Distúrbios vasculares

    - Insuficiência cardíaca direita crônica

    - Síndrome de Budd-Chiari

- Cirrose biliar

    - Cirrose biliar primária

    - Cirrose biliar secundária a obstrução crônica

    - Colangite esclerosante primária

- Atresia biliar

- Insuficiência congênita de ductos intra-hepáticos (Síndrome de Alagille)

- Cirrose criptogênica (causa desconhecida)

 

Sintomas

No início não há praticamente nenhum sintoma, o que a torna de difícil diagnóstico precoce, pois a parte ainda saudável do fígado consegue compensar as funções da parte lesada durante muito tempo. Numa fase mais avançada da doença, podem surgir desnutrição, hematomas, aranhas vasculares, sangramentos de mucosas (especialmente gengivas), icterícia ("amarelão"), ascite ("barriga-d'água"), hemorragias digestivas (por diversas causas, entre elas devido a rompimento de varizes no esôfago,levando o doente a expelir sangue pela boca e nas fezes) e encefalopatia hepática (processo causado pelo acúmulo de substâncias tóxicas que leva a um quadro neurológico que pode variar entre dificuldade de atenção e coma).

 

Tratamento

O único tratamento totalmente eficaz para portadores de cirrose hepática é o transplante de fígado, mas também pode haver melhoras se for suspenso o agente agressor que originou a cirrose, como o álcool ou o vírus da hepatite. Como o transplante está indicado apenas em situações em que o risco do procedimento é inferior ao risco esperado sem o procedimento, se não houver indicação de transplante deve-se manter acompanhamento médico periódico para a detecção precoce de complicações como desnutrição, ascite, varizes esôfago-gastricas, hepatocarcinoma, procedendo-se intervenção, se necessária.

 




 

Câncer de Estômago

É uma neoplasia maligna da mucosa do estômago, também conhecida como carcinoma gástrico. Esta doença constitui quase 95% dos tumores malignos deste órgão. Apesar de teoricamente qualquer tipo de célula poder dar origem a um cancro, outras células gástricas raramente são a origem de neoplasias malignas.

 

Câncer de estômago (gástrico) é a presença de tumor maligno no estômago. Os países com maiores índices de câncer de estômago são o Japão e o Chile. No Brasil, este tipo de câncer é o quarto mais freqüente.
O câncer gástrico é mais freqüente em homens do que em mulheres, e a sua incidência e mortalidade aumentam com a idade. Está relacionado ao baixo índice sócio-econômico, refletindo fatores culturais, sociais e ocupacionais da doença.

 

Causas

Os fatores de risco para esse carcinoma já estão bem definidos. 

- Doenças anteriores ou associadas: Pessoas que têm gastrite crônica, metaplasia intestinal do estômago (transformação da célula da mucosa do estômago em célula de intestino), anemia perniciosa ou pólipos gástricos têm mais chance de desenvolver um câncer gástrico.

- Infecções: Pessoas que têm a bactéria Helicobacter pylori detectada através de uma endoscopia, têm mais chance de desenvolver esse tipo de câncer. Esse tipo de infecção causa na maioria das vezes sintomas semelhantes a uma gastrite.

- Histórico familiar: Ter tido um familiar próximo, como mãe, pai, irmão ou filho com esse tipo de câncer, aumenta a chance de uma pessoa desenvolver câncer gástrico.

- Fumo: Fumar cigarro é fator de risco para câncer de estômago.

- Dieta: Comer muitos alimentos salgados, defumados ou que foram preservados de forma inadequada ou comer poucos alimentos de origem vegetal, como frutas e legumes, pode ser fator de risco para esse tipo de câncer.

 

Sintomas

Não há sintomas específicos do câncer de estômago. Porém, algumas características como perda de peso, anorexia, fadiga, sensação de plenitude gástrica, vômitos, náuseas e desconforto abdominal persistente podem indicar uma doença benigna ou mesmo o câncer de estômago. Massa palpável na parte superior do abdome, aumento do tamanho do fígado e presença de linfonodo (íngua) na região supraclavicular esquerda (região inferior do pescoço) e nódulos periumbilicais indicam o estágio avançado da doença. Sangramentos gástricos são incomuns em lesões malignas, entretanto, a hematemese (vômito com sangue) ocorre em cerca de 10 a 15% dos casos de câncer de estômago.

 

Tratamento

A ressecção (retirada) da parte do estômago afetada pelo câncer (parcial) ou de todo o estômago (total) é o tratamento de escolha para o câncer gástrico, e ainda é a única opção de cura para estes pacientes. Esta cirurgia é chamada de gastrectomia, e consiste da ressecção do tumor, com reconstrução imediata do trânsito intestinal, ligando o intestino à parte restante do estômago (gastrectomia parcial) ou ao esôfago (gastrectomia total). Durante esta cirurgia, todos gânglios linfáticos e os tumores em outros órgãos (fígado, pâncreas e intestino) também devem ser retirados, promovendo assim, a melhor chance de cura para estes pacientes.
Nos casos mais avançados, em que há metástase à distância, e onde as chances de cura são menores, acredito que a cirurgia ainda deva ser realizada. Nestes casos, o objetivo da cirurgia é melhorar a qualidade de vida dos pacientes, evitando que estes continuem a apresentar dor abdominal, sangramento e obstrução pelo tumor.


Quimioterapia e Radioterapia

A quimioterapia e a radioterapia estão indicadas nos casos mais avançados do câncer gástrico. Na fase pré-operatória, estes métodos de tratamento têm como função diminuir o tamanho do tumor, fazendo com que os pacientes apresentem uma melhora de estadiamento. Desta forma, ocorre a facilitação do procedimento cirúrgico, assim como, aumenta a chance de cura para estes pacientes.





 Doença de Crohn

É o conjunto das Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) abrange a Doença de Crohn (DC) e a Retocolite Ulcerativa (RCU). A Doença de Crohn caracteriza-se por inflamação crônica de uma ou mais partes do tubo digestivo, desde a boca, passando pelo esôfago, estômago, intestino delgado e grosso, até o reto e ânus. Na maioria dos casos de Doença de Crohn, no entanto, há inflamação do intestino delgado; o intestino grosso pode estar envolvido, junto ou separadamente. A doença leva o nome do médico que a descreveu em 1932.

  

 

Causas

Não se conhece uma causa para a Doença de Crohn. Várias pesquisas tentaram relacionar fatores ambientais, alimentares ou infecções como responsáveis pela doença. Porém, notou-se que fumantes têm 2-4 vezes mais risco de tê-la e que particularidades da flora intestinal (microorganismos que vivem no intestino e ajudam na digestão) e do sistema imune (mecanismos naturais de defesa do organismo) poderiam estar relacionadas. Nenhum desses fatores, isoladamente, poderia explicar por que a doença inicia e se desenvolve. O conjunto das informações disponíveis, até o momento, sugere a influência de outros fatores ambientais e de fatores genéticos. Nota-se a influência dos fatores genéticos em parentes de primeiro grau de um indivíduo doente por apresentarem cerca de 25 vezes mais chance de também terem a doença do que uma pessoa sem parentes afetados.

 

Sintomas

Em muitos casos a doença desenvolve-se e produz muitos sintomas que não são característicos. Dores estomacais inexplicáveis e diarréia são os primeiros sintomas descritos, entretanto, um súbito ataque com uma aguda e severa dor na "boca do estômago" é também possível. Além da dor, que lembra uma caimbra, diarréias ocorrem na maior parte das pessoas afetadas pela doença. Febre também ocorre irregularmente e os enfermos reclamam de perda de peso e de apetite. Sintomas inexplicáveis que frequentemente ocorrem no ataque da doença não indicam diretamente a doença de Crohn e podem passar até mesmo anos para que o médico encontre o diagnóstico correto. Evidência de inflmação crônica do intestino pode ser obtida em laboratório de patologia, através de biópsia e pela identificação de sinais de inflamação não específica. O ataque simultâneo de dor abdominal, diarréia e febre, com sintomas em articulações, inflamação na pele ou inflamação recorrente nos olhos também podem ser sinais de Crohn, assim como a presença de fístulas anais. O curso da doença é contínuo. A doença de Crohn é intermitente, sendo interrompida por intervalos mais ou menos longos de pouca ou nenhuma sintomatologia.

 

Tratamento

O tratamento da Doença de Crohn é individualizado de acordo com as manifestações da doença em cada paciente. Como não há cura, o objetivo do tratamento é o controle dos sintomas e das complicações. Não há restrições alimentares que sejam feitas para todos os casos. Indivíduos com doenças no intestino grosso podem ter benefícios com dieta rica em fibras (muitas verduras e frutas), enquanto que em indivíduos com obstrução intestinal pode ser indicada dieta sem fibras. Além de adequações na dieta, medicamentos específicos podem ser usados para o controle da diarréia com razoável sucesso.

Medicamentos específicos que agem principalmente no controle do sistema imune são usados no tratamento dos casos que não obtém melhora satisfatória apenas com dieta e antidiarréicos. São eles a sulfassalazina, mesalamina, corticóides, azatioprina, mercaptopurina e, mais recentemente, o infliximab. Pelo seu custo e efeitos colaterais, a decisão sobre o início do uso, a manutenção e a escolha do medicamento deve ser feita por médico com experiência no assunto, levando em conta aspectos individuais de cada paciente.

Situações que também requerem cirurgia são sangramentos graves, abscessos intra-abdominais e obstruções intestinais. Apesar de se tentar evitar ao máximo a cirurgia em pacientes com Doença de Crohn, mais da metade necessitarão de pelo menos uma ao longo da vida. Retiradas sucessivas de porções do intestino podem resultar em dificuldades na absorção de alimentos e em diarréia de difícil controle.

 




 

Diverticulite

Diverticulite é uma inflamação que acontece, na maioria das vezes, no final do intestino grosso, numa de suas porções conhecidas como cólon sigmóide, que se situa pouco antes do reto. Formações chamadas divertículos, alterações na forma de pequenos tubos ou bolsas que se desenvolvem de dentro pra fora do intestino. Estas saculações são o resultado da fraqueza de alguns locais da parede do intestino grosso, principalmente na musculatura desta parede.
Esta doença atinge 8% da população mundial, e aumenta progressivamente com a idade. Sabe-se que um terço das pessoas com mais de 60 anos apresentam divertículos intestinais. Em contrapartida, é menos freqüente em pessoas com idade inferior a 40 anos (2 a 5%).

 

Causas

Não se sabe ao certo porque eles aparecem, mas acredita-se que sua origem pode estar relacionada ao aumento da pressão interior do intestino, por conta de uma dieta com poucas fibras, por exemplo, combinada ao enfraquecimento de regiões da parede intestinal. "Curiosamente, nos orientais, os divertículos e a diverticulite são mais comuns no início do intestino grosso, próximo da área onde fica o apêndice", conta Celso Bernini, diretor técnico do Serviço de Cirurgia do Hospital das Clínicas de São Paulo. Assim, não é de estranhar que nesse grupo específico o problema seja bastante confundido com uma apendicite.

A diverticulite ocorre quando alguma coisa provoca uma inflamação no divertículo. Um acúmulo excessivo de muco ou fezes pode estar por trás da chateação. Outras vezes, um fecalito, pequena porção endurecida de fezes, entra ali e não consegue sair, entupindo tudo. Na maioria das vezes, as crises de diverticulite se resolvem sozinhas ou com auxílio de remédios para combater a inflamação e a dor além de alterações na alimentação.

 

Sintomas

Alguns pacientes com divertículos podem sentir dor abdominal leve na forma de cólica no lado esquerdo do abdome, diarréia ou alteração do hábito intestinal. Os sintomas de dor geralmente são aliviados pela evacuação. Muitas vezes é difícil associar esses sintomas leves aos divertículos e cabe somente a seu especialista fazer esse diagnóstico. Por outro lado, os sintomas da diverticulite aguda são prontamente identificáveis na forma de dor abdominal localizada e de moderada ou forte intensidade no lado esquerdo do abdome podendo ou não estar associada a febre e alteração do hábito intestinal. Pacientes que já tiveram uma crise de diverticulite reconhecem uma crise subseqüente com facilidade. A hemorragia digestiva é outra complicação da doença diverticular. Manifesta-se pela eliminação de sangue vivo em grande quantidade pelo ânus, inicialmente em companhia de fezes e depois isoladamente e caracteristicamente na forma de coágulos.

  

Tratamento

A maioria dos casos de diverticulose tem suas queixas melhoradas com tratamento clínico. Dietas ricas em fibras e/ ou remédios que umedecem e aumentam o volume das fezes, diminuindo o esforço para evacuar, podem aliviar sintomas, prevenir novos divertículos e, principalmente, diminuir complicações como a diverticulite. Remédios anti-espasmódicos que diminuem as contrações excessivas do intestino, podem ser usados. O estresse emocional também tem sido relacionado com aumento dos espasmos do intestino e, assim, com aumento do risco de divertículos e suas complicações.

O tratamento da diverticulite depende da gravidade do caso, variando desde repouso, dieta sem resíduos e analgésicos, até uso de antibióticos, internação hospitalar com reposição de líquidos pela veia e cirurgia. A cirurgia de urgência pode ser necessária quando há piora do estado geral, obstrução intestinal, perfuração da parede do intestino e infecção generalizada. Cirurgias eletivas (planejadas com antecedência) podem ser indicadas em jovens com a doença, já que seu risco de um novo episódio ao longo da vida é grande, em pacientes com crises freqüentes de diverticulite, naqueles com sangramento importante ou repetido, na presença de fístulas ou se há suspeita de outra doença associada (câncer, por exemplo). A cirurgia consiste basicamente na retirada da parte do intestino onde se encontram os divertículos, geralmente todo o cólon sigmóide. Algumas vezes não é possível realizar a junção das partes que restaram do intestino, sendo necessária uma colostomia com uma bolsa externa para coletar as fezes, em geral, temporária.

  




Hemorróidas

 

A porção terminal do trato digestivo é composta pelo reto, pelo canal anal e pelo ânus propriamente dito. Como em qualquer outra parte do nosso corpo, essa região é vascularizada por artérias e veias, que recebem o nome de artérias e veias hemorroidárias.
Ao contrário das veias do resto do corpo, as veias hemorroidárias não possuem válvulas para impedir o represamento de sangue. Portanto, qualquer aumento da pressão venosa dessas veias propicia o seu ingurgitamento.

Hemorróidas é uma estrutura anatômica normal, o conjunto dos plexos venosos anorretais, que são responsáveis por proteger o canal anal, ajudar a manter a continência fecal e realizar drenagem venosa da região. Chamamos de doença hemorroidária a dilatação dessas veias, acompanhadas ou não de inflamação, hemorragia ou trombose das mesmas.

As hemorroidas são classificadas em:
- Hemorroidas internas: quando ocorrem no reto
- Hemorroidas externas: quando ocorrem no ânus ou no final do canal anal.

As hemorroidas internas são ainda classificadas em 4 estágios:
- Hemorroidas grau I: não prolapsam através do ânus
- Hemorroidas grau II: prolapsam através do ânus durante a evacuação mas o retornam à sua posição original espontaneamente
- Hemorroidas grau III: prolapsam através do ânus e a sua redução só é conseguida manualmente
- Hemorroidas grau IV: estão prolapsadas através do ânus e a sua redução não é possível.

 

Causas

As hemorroidas são um distúrbio muito comum. Estima-se que na população acima dos 50 anos mais da metade sofra de hemorroidas em graus variáveis.
Os principais fatores de risco são:
- Constipação intestinal (prisão de ventre)
- Esforço para evacuar
- Obesidade
- Diarreia crônica
- Prender as fezes com frequência, evitando defecar sempre que há vontade.
- Dieta pobre em fibras
- Gravidez
- Sexo anal
- Histórico familiar de hemorroidas
- Tabagismo
- Cirrose e hipertensão portal
- Ficar longos períodos sentados no vaso sanitário.
 

 

Sintomas

Os sintomas mais comuns das hemorroidas internas são o sangramento, o prolapso e a dor. O sangramento está associado à evacuação, não misturado às fezes e cor vermelho "vivo". O prolapso hemorroidário, que é a saída dos mamilos hemorroidários no momento da evacuação, foi descrito detalhadamente na Classificação. A dor é um sintoma menos comum na hemorroida interna, e em geral está associado a trombose e a gangrena.

As hemorroidas externas apresentam como principais sintomas a dor e o abaulamento, principalmente, quando associados à trombose. Este abaulamento se caracteriza por uma nodulação azulada ou vinhosa, e dolorosa ao toque. Dependendo do tamanho desta trombose externa, ela poderá ser tratada clinicamente ou com excisão (ressecção) local.

 

Tratamento

O tratamento clínico consiste de cuidados locais a orientação com a dieta, e tem sucesso na maior parte dos pacientes sintomáticos e com queixas de sangramento, irritação e ardência, além do prurido. Localmente, o paciente deverá realizar higiene anal somente com água, sem a utilização de papel higiênico, banhos de assento com água morna para que haja um efeito anti-inflamatório, e utilizar pomadas analgésicas e anestésicas. Quando o prurido anal e irritação são intensos, podem ser utilizados cremes e pomadas a base de corticóides. Nos casos com dor anal forte, como ocorre na trombose hemorroidária, os analgésicos por via oral também podem ser utilizados. A dieta deverá ser rica em fibras e com boa hidratação, para que as fezes se tornem mais pastosas, e desta forma, traumatizem menos a região anal.

O tratamento ambulatorial consiste na resolução do quadro hemorroidário no consultório médico. Este tipo de tratamento traz como vantagens a comodidade de não necessitar de internação hospitalar, a rapidez com que os procedimentos são realizados, os bons resultados, e a ausência da dor pós-operatória. Existem várias formas de tratamento ambulatorial para hemorroidas internas: ligadura elástica, escleroterapia (injeção de substância esclerosante), crioterapia (congelamento da hemorroida), coagulação infravermelha. A ligadura elástica é o procedimento ambulatorial mais aceito na literatura médica mundial para o tratamento do sangramento e do prolapso hemorroidários (graus I, II e III), além de ser mais efetivo e apresentar menor número de complicações do que os outros métodos ambulatoriais citados.

O tratamento cirúrgico consiste na ressecção do mamilos hemorroidários, e está indicado nas hemorróidas internas Grau IV, nos casos em que as hemorróidas internas estão associadas às externas, nos casos que evoluem com trombose hemorroidária (devido a dor intensa). Alguns casos em que os procedimentos ambulatoriais não se mostraram efetivos também devem ser submetidos a tratamento cirúrgico.
A cirurgia pode ser realizada de duas maneiras, a técnica convencional ou a técnica com grampeador mecânico. Na técnica convencional, os mamilos hemorroidários são ressecados, e os vasos que causavam o sangramento suturados (ligados). Na técnica com grampeador mecânico, a hemorróida é fixada no canal anal (hemorroidopexia cirúrgica), mas não há ressecção dos mamilos.